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quarta-feira, 20 de março de 2013

Vamos contar histórias?


Você sabia que hoje é comemorado o Dia do Contador de Histórias? A data foi criada na Suécia para homenagear os contadores e incentivar a prática desta atividade, lúdica e estimulante. Contar histórias é uma arte antiga, que é passada de geração em geração.  O grande encanto dos profissionais que se dedicam a esta técnica é divertir e ensinar através de suas anedotas, principalmente as crianças.  

Representante dos contadores e parceira da Très Jolie, Carolina Barberan já escreveu aqui no blog sobre este tema. Conforme sua experiência, as crianças que têm a contação de histórias como uma prática regular em suas vidas, se mostram mais seguras: “Percebo mais segurança, mais respeito, mais afeto, tanto entre elas, quanto no vínculo que vem sendo mantido por mim e por seus pais, que mantém o hábito em casa”.

Segundo Carolina, as crianças podem participar de atividades de contação de histórias, independentemente da idade: “Quanto menor a idade da criança menor seu tempo de concentração, entretanto isto não nos impede de conversar com elas olhos nos olhos, ou mesmo, desde o momento em que estão dentro da barriga da mãe. A voz se comunica não só com o ouvido e o cérebro, a voz fala à alma, acalma, tranquiliza e transforma”.

Então, fica nossa homenagem para estes profissionais que dedicam sua vida a estimular o pensamento e a imaginação através de suas histórias. Para ler o texto completo da Carolina, clique aqui.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Colônia de férias

Quando chegam as férias escolares, os pais já precisam começar a pensar no que fazer com todo o tempo livre das crianças. As colônias de férias, organizadas por profissionais em atividades recreativas e educativas, são ótimas opções que estimulam a disciplina, o contato social e a expressão artística.

Em Niterói, a arte educadora Carolina Barberan e a dupla Glorinha e Renato já têm muita experiência neste tipo de evento. Veja o contato e programação para organizar uma colônia de férias com seus filhos e os amiguinhos.

Carolina Barberan // Foto: Divulgação

Carolina Barberan:
A arte educadora Carolina Barberan propõe a Colônia de Histórias e Arte nas Férias com atividades lúdicas e inteligentes para crianças de 3 a 12 anos. Ideal para condomínios, edifícios e grupos.

Contato: www.contacaodehistorias.com
Telefones: (21) 8822 – 2681 // (21) 7947 – 5449 


Glorinha e Renato // Foto: Divulgação


Glorinha e Renato:
A dupla já está com programação montada e tem uma apresentação muito especial para a criançada, dia 29, no MAC. 

Dia 24/07 – Estação do Aprender (manhã e tarde);
Dia 25/07 – Estação do Aprender (manhã e tarde);
Dia 26/07 – Trelelê;
Dia 27/07 – AABB São Francisco;
Dia 29/07 – Concerto Digital Sinfônico no Salão Principal do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). A partir das 11h, com entrada franca.

Telefone: (21) 2719 – 5247 // (21) 9978 – 3430

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Carolina Barberan dá dicas para uma festa do pijama feliz (para você e para as crianças!)


A partir dos 2 anos de idade a criança começa a perceber que o outro existe mesmo quando ela não o está olhando, então começam a surgir questões sobre seus amiguinhos. Como eles são quando não estamos vendo? Como é sua casa? Sua família? Seus brinquedos? Esses questionamentos do imaginário dão início a um momento exploratório no sentido de conhecer mais o outro.
Assim, começam as brincadeiras, revezam-se as casas, mas em algum momento (isso irá variar de criança para criança) surge a ideia do “posso dormir aqui?” ou “mãe, ele(a) pode dormir aqui?”. Esse é um excelente momento para a criança aprender a sociabilizar com outras pessoas na ausência da família e de pessoas a que já está acostumada. Lembrando que é muito importante que ela esteja segura de que nada do que conhece vai ter mudado quando voltar, todos estarão ali esperando por ela com muito carinho.
Uma festa do pijama pode ser a oportunidade de reunir os amiguinhos e ter esta divertida experiência! Entretanto, não pode ser uma ocasião para você se descabelar. Para te ajudar, eu preparei um roteiro cheio de ideias para fazer a festa do pijama ser um sucesso!


- Certifique-se da rotina dos convidados, se jantam comida, se já comeram, se tem alergias, enfim, precauções normais que costumamos esquecer na hora do nervosismo, além dos telefones de contato dos pais;
- Deixe os convidados confortáveis em sua casa: apresente os espaços, o banheiro, onde consegue água e etc;
- Monte, junto com as crianças, um espaço legal para brincarem, faça uma cabana de lençol, e junte brinquedos que proporcionarão uma brincadeira mais contida. Evite propor agitações, afinal, eles irão dormir em breve;
- Proponha um jogo e participe! Uma disputa de mímica é bem legal para ser realizada. Primeiro você ensina como é a brincadeira, depois você vai dizendo as palavras que eles terão que mimetizar e adivinhar. Se a criança ficar tímida, dê-lhe uma folha de papel para que ao invés da mímica, faça o desenho do que tem que ser adivinhado;
- Sirva um lanchinho! Chame-os para te ajudar a preparar, corte frutas, ofereça um suco, água, biscoitos e pãezinhos e quem sabe até um bolo de chocolate. Hum...;
- Depois de lambuzar-se, hora da limpeza. Afinal, tem suor de mímica, misturado com açúcar e farelo do lanche! Um banho quentinho vai cair super bem e dar o tom do soninho;
- Lápis, giz e papel: é hora de desenhar! De volta para a cabaninha, ou espaço de brincar, estimule-os a fazer desenhos;
- Respire um pouco! Agora eles devem estar brincando de novo com os brinquedos que ficaram na cabaninha!
- Os pequenos já estão bocejando, hora de escovar os dentes. Faça isso de uma forma divertida e não uma obrigação, senão tudo pode desandar!
- Para a cama relaxar! Não é para ir dormir, e sim para relaxar. Deixe o quarto com pouca luz, arrume as camas de uma forma bem confortável, certifique-se de que não estarão nem com frio e nem suando em baixo das cobertas. Que tal agora contar uma história? Uma de cabeça, uma inventada, ou mesmo uma que eles possam te ajudar a inventar... Colocar uma música tranquila bem baixinho também vai ajudar e o sono vai chegando, vai chegando...


Fácil, não? Coloque em prática! Combine com as mães dos amiguinhos! Esse revezamento de casas não será cansativo para quem recebe e será uma boa para quem deixou o(a) filho(a) poder descansar também!

*Dicas: 


Os brinquedos para a cabaninha podem ser de montar também, não somente os de encaixe;
Fique de olho, mas deixe que eles curtam as brincadeiras que fizerem, intervenha apenas se desandar em correria, brigas ou gritos.




Carolina Barberan é arte educadora, bacharel em História da Arte e contadora de histórias.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Contação de histórias e desenvolvimento infantil

Depoimento de Carolina Barberan




                                                                                                                      Ilustração de Omer Hoffmann 

“Quando o pessoal da Très Jolie me convidou para colaborar com textos que envolvessem atividades com crianças fiquei muito orgulhosa! Crianças são bens muito preciosos e durante minha caminhada profissional (que esbarra totalmente com a pessoal) vim adquirindo algumas percepções e conhecimentos que são muito bons de compartilhar.

O primeiro assunto que gostaria de tratar é relacionado à prática de contar histórias em família, que para alguns parece um bicho de sete cabeças e para outros um instinto natural. Esta prática é super importante na manutenção dos laços afetivos entre a criança e sua família. As histórias são um mundo encantado que podem ajudar a entender o nosso mundo real. Assim, quando um adulto conta uma delas para a criança, ele apresenta soluções para seus problemas de toda a vida através de metáforas e arquétipos.

Carolina conta história em sábado cultura na Très Jolie
Foto: Evelen Gouvêa

Obviamente, para cada etapa do desenvolvimento da criança teremos um aprofundamento, uma duração, um detalhamento de cada narrativa. O importante é sempre contar de coração, sem ter que se preocupar em se está esquecendo alguma parte ou tropeçando nas palavras.

Lembre-se sempre de que quanto menor a idade da criança menor seu tempo de concentração, entretanto isto não nos impede de conversar com elas olhos nos olhos, ou mesmo, desde o momento em que estão dentro da barriga da mãe. A voz se comunica não só com o ouvido e o cérebro, a voz fala à alma, acalma, tranquiliza e transforma.

Tenho experiências com algumas crianças, que tem a contação de histórias como uma prática regular em suas vidas. Percebo no desenvolvimento das mesmas mais segurança, mais respeito por perceber o outro como um indivíduo que respeita e troca, e mais afeto, tanto entre elas, quanto no vínculo que vem sendo mantido por mim e por seus pais, que mantém o hábito em casa.

Aos poucos, vou trazer dicas de repertório e tempo de concentração de cada fase, assim como de possibilidades de incluir outras práticas e atividades que desenvolvam o afeto, o respeito e a percepção de indivíduo para nossos pequenos no dia a dia!”

Foto:Reprodução da internet




Carolina Barberan é arte educadora, bacharel em História da Arte e contadora de histórias.